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LOBO-GUARÁ Chrysocyon brachyurus

Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Espécie: Chrysocyon brachyurus (Illiger, 1815)

Outros nomes: Lobo-de-crina, Lobo-de-juba, Lobo-vermelho, Lobo, Guará, Aguará, Aguaraçu.

Biologia: É o maior e mais distinto canídeo silvestre da América do Sul, pesa de 20 a 30 quilos. É uma espécie de pernas longas, pelagem de cor laranja avermelhada e orelhas grandes. Possui uma crina negra no dorso, mesma cor do focinho e das extremidades dos membros. Habitam preferencialmente locais abertos, como campos, cerrados, veredas e campos úmidos. Possui hábito solitário, crepuscular e noturno. Sua dieta é variada: frutos (principalmente a lobeira (Solanum lycocarpum), pequenos vertebrados, como roedores, tatus, marsupiais e répteis, além de insetos e carniça. Pode incluir em sua dieta presas como o veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus), o cateto (Pecari tajacu), além do cachorro-do-mato (Cerdocyon thous). O lobo-guará atualmente faz parte das espécies ameaçadas de extinção devido ao crescimento desordenado de centros urbanos e consequente perda de hábitat.

Fotos: O lobo-guará foi o bicho mais emocionante de fotografar. A mistura de um sentimento de surpresa e de alegria, pelo fato de ser aquele um animal livre, e a sensação de não ver muito futuro para ele, pois continuamos acabando com o cerrado. O guarda-parque, Miguel, havia preparado um esconderijo para tentarmos fotografar os veados, cujas pegadas havíamos visto no local no dia anterior. Chegamos por volta das 4h da manhã e ficamos esperando ate as 5h30, quando apareceu o lobo. Sem perceber a nossa presença, apesar das orelhas bem grandes, usei a lente zoom 75/300mm. (fotos 1 a 5).

As fotos 6, 7 e 8 foram feitas depois, acompanhando a pesquisa de tese de uma bióloga, no momento de soltar o animal, depois de realizar alguns exames, inclusive de sangue. Nessa hora tensa, o bicho quer fugir logo e tive menos de 3 segundos para fazer as fotos, antes do animal sumir no meio do cerrado.
A foto 7 é uma postura típica de ataque e defesa, apoiando-se nas patas traseiras.

A foto 9 é a pegada do lobo.
A foto 10 mostra a mania que o lobo tem de fazer cocô bem no meio da estrada, ou em cima de cupins, para demarcar território.
O close-up nas fezes (foto 11), é para mostrar a presença das sementes da lobeira (foto 12), na dieta alimentar desse animal.

A extinção do cerrado acaba com essa planta, que assim ajuda a extinguir a espécie animal.